Mais que uma Resposta Rápida

Não Te escondas de mim quando estou aflito. Ouve-me quando eu Te chamar e responde depressa. Salmo 102:2, NTLH.


O sol brilhava atrás de mim enquanto eu dirigia naquela linda manhã de 6 de julho. Estava a caminho da casa de minha irmã mais velha, que mora sozinha. Ela estava adoentada e eu prometera passar com ela aquele dia. De repente, com um movimento brusco, meu carro foi da esquerda para a direita. Fiquei repetindo: “Senhor, socorre-me!” enquanto procurava endireitá-lo, quando ele deu uma guinada violenta para a direita. “Senhor, salva-me!” gritei aflita. O carro atingiu a grade de proteção, passou por cima dela e o motor parou. Tentei abrir a porta do passageiro, mas ela não se movia. Fui para o assento do motorista, baixei o vidro da janela e saí passando por cima da cerca de segurança. Um homem chegou primeiro. “Por favor, leve-me ao hospital”, supliquei. Em seguida, dois homens se juntaram a ele. Disseram que chamariam uma ambulância.



Logo depois apareceu uma mulher, acenando com a mão. “Deixem que eu cuido dela”, disse para eles. “Venha”, disse ela, conduzindo-me ao seu carro. “Não posso deixar que fique sangrando enquanto espera a ambulância.” Depois de entrarmos, ela dobrou uma toalha limpa sobre minha testa. “Por acaso tenho isto”, disse ela. “Espero que ajude a estancar o sangramento.”



A equipe da emergência assumiu o atendimento, mas meu anjo permaneceu ali. Somente depois que um soldado da força pública estadual chegou foi que ela começou a se afastar. Mais uma vez lhe agradeci profusamente, repetindo que ela era meu anjo enviado pelo Céu e lhe pedi que escrevesse o seu nome num pedaço de papel.



“Julie Johnston”, escreveu ela. Embaixo do nome, anotou o número do seu telefone. “Ligue para mim quando se sentir melhor”, disse ela. Ao telefone, no dia seguinte, Julie perguntou: “Sabia que foi só uma arvorezinha que a impediu de despencar pelo precipício?” Claro que eu não sabia. Mais tarde, telefonei para a agência do caminhão-guincho a fim de perguntar quanto eu devia. O funcionário disse que tiveram de usar dois guinchos para remover meu carro. Foi “perda total – sem conserto”.



Meu coração transbordou de louvor a Deus por Seu livramento e por toda a bondade humana que recebi naquele dia. Escrevi uma carta ao editor do jornal local, aplaudindo as pessoas excepcionalmente atenciosas de nossa região, mencionando o nome de todos os anjos que me haviam dispensado ternos cuidados, concluindo com o verso: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra” (Salmo 34:7).



Consuelo Roda Jackson